Porquê
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O que se poupa:
  • Renda. Atualmente, é possível encontrar-se, em Lisboa, uma casa com um quarto por 500 euros, com dois quartos por 600 e com três por 750. Três pessoas a viver juntos podem pagar metade da renda que pagariam sozinhas. Dois ou três coinqs podem poupar, cada um, 200 a 250€/mês.

  • preço médio dos imóveis de Lisboa, de acordo com o número de quartos

  • Internet + TV + telefone. Neste momento os pacotes de 100 MB / 10 MB com 100 canais e chamadas ilimitadas para Portugal e uma série de países são todos cerca de 60 € / mês. Dividido por dois ou por três coinqs, a poupança para cada um pode ser de 30 a 40€/mês.
  • Mobiliário novo. Sim, quase sempre é preciso comprar algum mobiliário novo quando se vai para uma casa nova. E o mobiliário é caro. Não fiz contas mas a poupança não será irrelevante nos primeiros meses, que é precisamente quando se tem de gastar mais na(s) renda(s) adiantadas (normalmente chamadas «caução»).
  • Produtos de limpeza. Os produtos de limpeza são caros e pode poupar-se um pouco.
  • Alimentação. Comer fora sai caro. Por outro lado, é frequente as pessoas (eu incluído) não terem prazer a cozinhar quando o fazem apenas para elas próprias. Não fiz contas mas pode poupar-se um pouco aqui também.
  • Eletricidade + água + gás. Não creio que a poupança seja relevante.

O que se ganha:
  • Louça. Já tenho alguma louça e eletrodomésticos, e tu certamente também. É provável que não tenhamos de fazer muitas destas compras.
  • Convivência. Apesar de eu estar habituado a trabalhar em atividades solitárias (escrita e preparação de aulas), sempre gostei muito mais de o fazer se tiver pessoas a trabalhar ao meu lado. Creio que isto é relativamente comum. Além disso, se os meus coinqs tiverem gostos e interesses comuns, podemos passar serões a ver filmes ou ouvir música ou a receber convidados. Se não houver interesses comuns, nada disso é obrigatório, evidentemente.
  • Entreajuda. Ir às compras, fazer limpezas e cozinhar são tarefas menos pesadas quando divididas. Eu raríssimas vezes estou doente mas imagino que saiba bem ter quem nos vá comprar um analgésico à farmácia.
  • Provavelmente mais alguma coisa de que não estou agora a lembrar-me.

2 comentários:

  1. Miguel, estou a ver a nossa história aí.
    Fui teu Coinq.
    Aproveita e destaca a possibilidade de se fazer um amigo para toda vida. :)
    Alexandre Herculano, aquele que por consideração a literatura portuguesa preferiu assinar os textos como Alexandre Duarte.
    Grande Abraço!

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  2. Que bom escreveres aqui, ó Amigo do Verbo :)

    Um grande abraço para ti também, Alexandre. Grande não chega, tem de ser transatlântlico! Espero que esteja tudo bem aí pelo Rio!

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